Higienização Hospitalar

Boas práticas em higiene hospitalar e técnicas corretas de limpeza fazem parte dos princípios de qualquer instituição de saúde para se evitar contaminações e a disseminação de infecções, já que um hospital concentra inúmeros micro organismos, bactérias e vírus nocivos á saúde dos pacientes e também dos trabalhadores.

Qualificar a equipe profissional que atua nas áreas aonde a higienização faz-se necessária em período integral, é um dos pilares para um atendimento de qualidade, proporcionando segurança, conforto, bem-estar ao paciente e aos colaboradores da instituição.

A enfermagem é parte integrante deste processo e em muitas instituições ela é a responsável pelo setor de Higienização, estando à frente na tomada de decisões.

Quais as finalidades do serviço de Higiene Hospitalar?
Através da higienização, proporciona-se aos clientes internos e externos um ambiente limpo e esteticamente organizado, livre de mau odor, visando conforto, segurança e bem estar.
A utilização de boas práticas durante a execução dos processos de limpeza, além de eliminar a sujidade visível e reduzir a carga contaminante das superfícies, evita a disseminação de microrganismos através da adoção de medidas de controle, preserva a saúde ocupacional e o meio ambiente.

Quais são os tipos de limpeza?
Há três tipos de limpezas: concorrente, terminal e de manutenção.
A limpeza concorrente é aquela realizada enquanto o paciente encontra-se no apartamento, nas dependências da instituição de saúde. O funcionário retira o lixo e os resíduos depositando-os em sacos plásticos, recolhe a roupa suja para encaminhar à lavanderia e recolhe outros materiais, como jornais e revistas, por exemplo.
A limpeza terminal é realizada após a saída do paciente, seja por alta, óbito ou transferência. Este ato compreende a limpeza de superfícies, sejam elas verticais ou horizontais, e a desinfecção do mobiliário. E temos a limpeza de manutenção, que têm como objetivo, manter o padrão da limpeza das dependências, nos intervalos entre as limpezas concorrentes ou terminais. Neste caso, deve-se estar atento à reposição de materiais de higiene, recolhimento de resíduos, manutenção das superfícies limpas e secas etc.

Como são classificadas as áreas de serviços de saúde?
As áreas são classificadas de acordo com o risco potencial de transmissão de infecções:
– Áreas críticas: são aquelas onde existe um risco aumentado de infecções, onde se realizam muitos procedimentos de risco. Ex: OS, UTI, CC, CO, locais onde se encontram pacientes imunocomprometidos, etc.
– Áreas semicríticas: ocupadas por pacientes com moléstias infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas, ambulatórios, quartos ou enfermarias de pacientes etc.
– Áreas não críticas: áreas não ocupadas por pacientes e onde não se realizam procedimentos de risco. Ex. áreas administrativas

Como a enfermagem pode contribuir no processo de Higienização do ambiente?

Fazendo o que lhe compete, como, por exemplo:
* Após a saída do paciente (alta, óbito ou transferência) recolher materiais provenientes da assistência: bombas de infusão, equipos, soros, pérfuro-cortantes, comadres, roupas etc.;
E uma observação: a equipe de higienização só deve iniciar a limpeza terminal após a retirada destes materiais, ou seja, quanto mais a enfermagem demorar, maior tempo para liberação do quarto;
* Recolher os perfuro-cortantes de locais inadequados (piso, bancadas, leitos etc.);
* Fechar coletores de perfuro cortantes;
* Realizar a limpeza do leito enquanto o paciente está internado. Lembrando que não compete ao funcionário da higiene higienizar o leito ocupado, pois representa risco à segurança do paciente;
* Realizar a limpeza de materiais e equipamentos relacionados à assistência: equipamentos de RX, bombas de infusão, equipamentos utilizados para monitoramento dos pacientes etc.